MP Eleitoral no Amazonas cobra medidas para garantir voto de indígenas no segundo turno
Procuradoria Regional Eleitoral requisitou ações para superar barreiras logísticas e garantir acesso às urnas em áreas indígenas e ribeirinhas no Amazonas.
Por Redação Folha da Mangaba
A Procuradoria Regional Eleitoral no Amazonas (PRE/AM) solicitou aos promotores eleitorais do interior do estado a adoção de medidas para garantir o direito ao voto das comunidades indígenas e tradicionais no segundo turno das Eleições 2026.
A iniciativa ocorre após denúncias de dificuldades enfrentadas por esses grupos no primeiro turno, como falta de transporte público gratuito, escassez de combustível e embarcações, ausência de seções eleitorais próximas, assédio eleitoral e barreiras linguísticas e de fuso horário.
Os relatos foram encaminhados ao Ministério Público Eleitoral pelo Ministério dos Povos Indígenas, Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Defensoria Pública da União e Defensoria Pública do Amazonas.
O procurador Regional Eleitoral, Edmilson da Costa Barreiros Júnior, expediu ofícios a promotores das zonas eleitorais de municípios como Lábrea, Tapauá, Carauari, Maués, Tabatinga, Tonantins, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá, Benjamin Constant, Tefé, Alvarães, Manicoré, Juruá, Uarini, Barcelos e Boca do Acre.
As orientações incluem garantir transporte, combustível e logística para o dia da votação, além de apresentar relatórios sobre as medidas adotadas e sugestões para criação de novas seções eleitorais em áreas rurais e indígenas para futuros pleitos.
O MP Eleitoral busca assegurar o pleno exercício da cidadania, combater abstenções forçadas e proteger os direitos políticos dos povos indígenas e comunidades tradicionais no Amazonas.
Com informações de Ministério Público Federal no Amazonas
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